UNP reúne pela primeira vez em 2020 voluntários da zona norte do país

A pandemia vivida em todo o mundo trouxe novas regras que acabaram por condicionar a vida de muitas pessoas. Para os voluntários da Universal Nas Prisões do norte do país, há muito que uma reunião era aguardada…

Os encontros são sempre pautados pela orientação, organização, entreajuda e foco para a realização de um dos trabalhos mais gratificantes que um ser humano pode realizar: o de contribuir para a reabilitação de outro.

De todos os trabalhos com vertente solidária, o da UNP é, com certeza, um dos mais difíceis de realizar. Infelizmente, na sociedade quem cumpre pena é visto como um pária, alguém que é indigno de recuperação, já que cometeu crimes, muitos dos quais contra a integridade humana.

Porém, a UNP não vê culpados ou inocentes e sim seres humanos que carecem do amor de Deus e do Seu perdão, o único possível de regenerar o que, para a sociedade, já se encontra perdido.

Foi no domingo, dia 6 de setembro, que teve lugar o encontro da UNP, onde o pastor Francisco Silva, responsável do grupo em Portugal, deu as orientações necessárias para a prossecução do trabalho tanto dentro, como fora dos estabelecimentos prisionais (no exterior das prisões e nas casas das famílias dos reclusos).

Tratou-se de uma tarde de domingo muito especial, que reuniu dezenas de voluntários do grupo da zona norte, que há muito estavam desejosos por este encontro. Todos escutaram regras de como devem proceder junto dos familiares dos reclusos (tanto à porta das prisões, como nos seus lares para o partir do pão); junto dos guardas prisionais e mesmo entre si.

Todas as regras de segurança devem ser respeitadas no que à realização da Obra de Deus diz respeito. Para isso, foi deixado espaço para que os voluntários apresentassem as suas dúvidas e colocassem questões, para que absolutamente tudo ficasse esclarecido.

O trabalho realizado pela UNP do Norte já alcançou vários estabelecimentos prisionais da área. Vários são os voluntários que têm realizado a sua missão tanto no exterior como no interior das prisões, com as suas frequentes visitas aos reclusos. Mas, para que isso aconteça, terá de ser o próprio recluso a requerer junto da direção do estabelecimento este acompanhamento, ou seja, que deseja a assistência espiritual da Universal.

A maior dificuldade que se colocou com a pandemia foi o facto de as visitas já não se realizarem aos fins de semana, por isso, todos os obreiros que desejam realizar este trabalho de visitas aos reclusos podem fazê-lo, desde que o recluso requeira a devida autorização.

II Coríntios, capítulo 13, versículo 8 foi a passagem escolhida para esta tarde tão especial, a qual refere: “Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.” O responsável passou a explicar o seu enquadramento na vida de quem o escutava, ou seja, para que a pessoa possa ver os resultados do trabalho que executa na sua vida, não basta falar da verdade, é preciso ser, viver e testemunhar a verdade.

Todos saíram do local interiormente enriquecidos e com todas as suas dúvidas esclarecidas.