Será possível resgatar o Primeiro Amor?

Denominada de Vigília do Véu, o encontro que decorreu do 6º para o 7º dia do Jejum de Daniel, teve início às 23h30 de sexta-feira, entrando pela madrugada de sábado

Diz-se que o primeiro amor nunca se esquece, porém, quando se trata da relação entre o ser humano e Deus, mais do que não esquecer, importa alimentar todas as atitudes e pensamentos que exprimiam e provavam que este amor era, de facto, verdadeiro. Foi na madrugada do dia 28 de setembro que milhares de pessoas se reuniram para uma vigília especial, na qual se propuseram resgatar tudo aquilo que necessitava de ser reavivado na sua vida, nomeadamente na área espiritual, já que estamos, constantemente, sujeitos à atuação do mal.

A Vigília do Véu foi, desta feita, realizada no âmbito dos 21 dias do Jejum de Daniel, com o foco principal sobre o nosso relacionamento com Deus. Foi sobre este mesmo tema que o bispo Domingos Siqueira iniciou o encontro que viria a proporcionar uma renovação espiritual na vida de quem a procurou naquela mesma noite.

A propósito desta realidade, o orador mencionou a passagem presente no livro de Jeremias, capítulo 2, do versículo 2 em diante, onde é referido o desvio do povo de Israel do primeiro amor para com Deus.

“Vai, e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim diz o Senhor: Lembro-me de ti, da piedade da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando me seguias no deserto, numa terra que não se semeava.” (Jeremias 2.2).

Por isso, todos tinham um pedaço do véu (noiva), que representa a fase do enamoramento, do primeiro amor, da pureza do sentimento, do foco principal de cada cristão: o seu relacionamento com Deus. Todos aproveitaram, então, a ocasião, para resgatar o seu relacionamento com Deus e reacender a sua fé, aprendendo também a melhor maneira de calar a voz do mal, que sempre vai lutar para ver cada pessoa completamente apagada da Presença de Deus.

Nesta noite memorável, houve ainda espaço para a realização da Santa Ceia da Revelação para todos os que reconheceram que precisavam de uma renovação espiritual para voltar à prática das primeiras obras, abraçando a oportunidade de serem avivados, renovados, e, sobretudo, batizados com o Espírito Santo.