Espelho: amigo ou inimigo?

A mulher gosta sempre de estar bonita, seguir as tendências da moda, ter uma roupa nova e ser admirada. Porém, mesmo que ela conquiste tudo isso, dificilmente estará totalmente satisfeita com sua aparência. O espelho vai sempre apontar alguma coisa errada. Coisas do tipo: “Esta sandália não combina com este vestido”; “Esta bolsa não está mais sendo usada”; “Seu batom está tão sem graça!”; “O seu cabelo está sem brilho”; “Você precisa de um perfume novo”; “Você já usou esse brinco”…

E por causa dessa fraqueza, as mulheres facilmente tornam-se prisioneiras de algo que dá uma sensação de felicidade e prazer imediato enorme: comprar. Quando você está numa loja em promoção, parece que seus problemas desaparecem. Quem já não se sentiu muito bem com a bolsa sonhada no ombro, que atire a primeira pedra, rs.

Não tem nenhum mal em você adquirir aquilo que precisa. O grande problema é que estamos sendo estimuladas pelo modelo econômico mundial, pelas propagandas cada vez mais agressivas e pela sociedade a comprarmos aquilo que não precisamos.

A indústria dos cosméticos é a que explora melhor o ponto fraco feminino. As fórmulas são criadas para atender uma demanda desenfreada. Por isso, vemos produtos para os olhos, rosto, pescoço, lábios, mãos, pés, unhas, estrias, celulites, barriga, manchas, cabelos, sobrancelhas etc. Antigamente, era tão difícil comprar um shampoo, pois só havia três opções: cabelos normais, secos ou oleosos. Em casa comprávamos um tipo para a família inteira e dava certo.

Hoje é uma loucura a quantidade de problema que arrumaram para os nossos cabelos. Passamos tudo e mais alguma coisa e ainda não fica bom.

O melhor “shampoo do mundo” é aquele que eu ainda não comprei.

As TVs de alta tecnologia também têm responsabilidade, pois fazem tudo parecer muito mais colorido e atraente. As novas coleções de roupas são lançadas com propagandas maravilhosas que vão lhe perseguir nas redes sociais, pelo telefone, e-mail, outdoor etc. Você decide comprar, “faz das tripas coração” para pagar e, passam-se três meses… surpresa! Você descobre que já está ultrapassada, sua aquisição cara foi para a arara de liquidação bem baratinha.

A corrida é assim: satisfazemos um desejo, mas o mercado oferece mais 10.

E aquelas que aceitam essas sugestões vão ter que trabalhar cada vez mais para dar conta do seu consumo e viver cada vez menos. E se não saírem dessa roda viva a tempo vão acabar adoecendo, e quem vai lucrar? A indústria farmacêutica.

Todos nós (incluo homens aqui também) já erramos, algum dia, por comprar o que não estávamos precisando. E quem sabe se não vamos errar novamente? Mas, se isso acontecer, que sejamos mais conscientes em prezar pelo que há no interior, não no exterior. Porque o cartão de crédito não compra aquilo que nos deixa realmente felizes.

Eu uso um truque que quase sempre funciona quando estou com muita vontade de comprar roupas: resolvo fazer faxina no armário, rs.

Nos vemos por aqui na próxima semana!

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