Entenda por que pesquisadores da Harvard querem resetar as redes sociais

Confira dicas para saber usar corretamente esses meios de comunicação

Os danos físicos e mentais causados pelas redes sociais têm acionado o sinal de alerta no mundo todo: uso compulsivo, ansiedade, depressão, influência negativa, entre outros. Por isso, o Institute for Rebooting Social Media, da Universidade de Harvard, propõe resetar as redes sociais. Prática utilizada quando o funcionamento de alguma ferramenta não está operando como deveria.

“Embora a identificação dos problemas possa variar, é difícil encontrar alguém defendendo o ambiente atual das redes sociais”, explicou Jonathan Zittrain, cofundador da Berkman Klein Center for Internet & Society (BKCIS), responsável pelo instituto de pesquisa.

Inicialmente, criada para estreitar as relações humanas e usada como aliada da democracia, a fim de propagar notícias com maior rapidez pelo mundo, hoje, as redes sociais não atendem mais ao propósito original, segundo as análises feitas pela BKCIS.

Em vez disso, os especialistas da instituição reforçam que elas têm contribuído para diminuição da confiança nas instituições, na influência negativa nas eleições ao redor do mundo, no crescimento das fake news e no aumento da hostilidade étnicas, políticas, religiosas e raciais.

“Há um consenso, mesmo entre as pessoas que dirigem empresas de mídia social, de que há problemas crescentes com a maneira como interagimos, nos comunicamos e compartilhamos informações”, afirmou Ashley Johnson, outra analista do instituto.

Diante de tudo isso, a única solução encontrada seria a reinicialização das redes sociais, ou seja, começar tudo de novo.

Onde está o problema?

No entanto, de acordo com outro especialista, Julian Sanchez, pesquisador do Cato Institute, é necessário uma avaliação mais profunda. “Requer uma abordagem interdisciplinar porque não é realmente, ou pelo menos não apenas, a mídia social que não está funcionando”, esclareceu ele. “São a psicologia humana, as instituições e o ecossistema de mídia mais amplo.”

Isso significa que o problema de fato não está nas redes sociais em si, mas na maneira como as pessoas a utilizam.

“Pode ser tentador dizer que esses danos devem ser culpa de algum algoritmo nefasto. Tanto porque é mais fácil de consertar quanto porque parece mais agradável do que reconhecer que existem alguns aspectos intrinsecamente ruins da natureza humana. Por isso suspeito que o problema fundamental está do outro lado da tela”, destacou Julian.

Para a escritora Núbia Siqueira, as pessoas sentem a necessidade de postar com o intuito de preencher o vazio da carência, das frustrações e da solidão. “Elas expõem o que estão sentindo, para onde estão indo, o que estão comendo, o que pensam sobre o fulano e o beltrano etc. E aí vale até forjar a felicidade no mundo virtual para aparecer mais que os outros, porque vício instalado imputa o seguinte pensamento: se não me virem, não me aceitarão e não me amarão, logo, ‘eu não existo!’, ressaltou ela em seu blog.

Então, como usar as redes sociais?

Antes de tudo faça uma avaliação completa sobre o que você faz nas redes sociais. E, observe se esse uso tem sido maléfico ou benéfico. Desta forma, não significa que deve parar completamente de usá-las, mas saber dosar essa utilização, aplicando o bom senso.

Desta forma, o Pastor Paulo Cezar explica que a Palavra de Deus dá uma direção bem específica para saber como usar, o que fazer e o que postar nas redes sociais:

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Filipenses 4.8 – Nisto pensais; Isto faleis; Isto publiqueis.”