9 mulheres assassinadas desde o início do ano

Fonte de Imagem: Adobe Stock

Foi este o balanço dos primeiros 35 dias de 2019 no que diz respeito aos casos mais graves de violência doméstica em Portugal, com uma percentagem maior de mulheres assassinadas em contexto familiar do que em muitos outros países da União Europeia.

De acordo com um relatório global das Nações Unidas, publicado no final de 2018, mais de metade dos assassinatos de mulheres foram realizados pelo seu companheiro ou por familiares. Das 87 mil mulheres mortas em 2017, o relatório “Femicídio 2018” concluiu que 58% foram assassinadas pelo marido, pelo namorado ou por um outro familiar. De acordo com os dados divulgados, em média foram assassinadas 137 mulheres todos os dias desse mesmo ano. Desse total de 50 mil mulheres mortas pelos companheiros ou familiares, 20 mil crimes registaram-se na Ásia, 19 mil em África, 8 mil nas Américas, três mil na Europa e 300 na Oceânia.

Atormentada por problemas de cariz espiritual e de saúde, Rosa Coelho afastou-se da família mais próxima e durante muitos anos sofreu na pele o tormento da violência no seu lar. “Sofri de violência doméstica durante 23 anos por parte do meu ex-marido. E ainda criança já tinha sofrido também violência doméstica da parte do meu pai, tanto que, aos 14 anos, fugi de casa. Aos 13 anos já tinha sido abusada e violada por um vizinho que frequentava a casa do meu pai. Todas essas situações tornaram-me uma pessoa revoltada, amargurada, triste, vazia e deprimida. Tinha ódio do meu pai e do meu ex-marido e, na altura, não tinha amor, nem condições para cuidar dos meus filhos. Ao ver-me sem qualquer solução, tentei o suicídio por três vezes.”

Ao escutar um programa de rádio, Rosa acabou por descobrir uma saída. “Cheguei à Universal e eu que não que não falava, nem confiava em ninguém, consegui conversar com o pastor e desabafar. A partir daí, comecei a participar nas reuniões e a fortalecer a minha fé, ganhando ânimo para lutar. Hoje, tenho um bom relacionamento com os meus filhos, estou bem de saúde, sou independente a nível financeiro e uma pessoa completamente transformada.”

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Fonte: sol.sapo.pt

2019-02-12T11:58:29+00:00
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