Bombardeados diariamente com o excesso de informações e de sensações negativas, assistimos impassíveis às consequências desastrosas deste fenómeno

Numa era em que manter-se atualizado é visto como fundamental, não há tempo para se manter longe da cascata informativa que invade o nosso cérebro, o nosso corpo e a nossa vida. No entanto, esta exposição contínua e exagerada a notícias, sobretudo de cariz negativo, influencia profundamente o aparecimento e o agravamento de doenças emocionais, como a depressão, a ansiedade… Então, como lidar com esta sobrecarga mental, emocional e física?

EM RISCO

Este fluxo constante de informações negativas que nos é apresentado quotidianamente ou que nós próprios buscamos traz sérios riscos para a nossa saúde física, psicológica e sentimental. Tanto a médio como a longo prazo, as consequências podem ser desastrosas, pois, os sintomas e os transtornos ou as condições passam a estar de tal forma interligados que se torna quase impossível encontra o fio da meada. Para os especialistas, há que evitar o chamado Doomscrolling, ou seja, o ciclo vicioso em que a pessoa procura notícias negativas a fim de tentar recuperar o controlo. Para além disso, há que evitar qualquer estímulo ameaçador que possa vir a ativar o nosso sistema de alarme interior, como, por exemplo, o pensamento de que o mundo é um lugar hostil. E quando a esse pensamento se junta a sensação de impotência e de desesperança, o nosso cérebro começa a ficar sobrecarregado e o nosso momento de descanso (sono) passa a ser de hipervigilância.

PROTEÇÃO

Se se tem sentido assoberbado com esta infoxicação, chegou o momento de desenvolver a sua literacia digital e estabelecer limites claros. Comece por definir horários fixos para pesquisar e ler notícias, de preferência longe dos momentos de acordar e de adormecer. De seguida, desinstale as notificações automáticas das apps noticiosas que tem no seu telemóvel. Por fim, escolha apenas fontes seguras e fidedignas, canalizando a sua energia para ações de cariz prático que o possam ajudar a si e à sua comunidade.

Fonte: Folha de Portugal

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