Era este o pensamento que atormentava Ricardo e que o levava a sentir a necessidade de calar aquela dor interior
Ricardo descrevia-se como uma pessoa vazia, que necessitava da aprovação e da atenção dos outros para se sentir bem e integrado. “Mas o meu fundo do poço foi por volta dos 17/18 anos, quando comecei a namorar com uma rapariga e as coisas não deram certo. Então, comecei a sair mais à noite e as músicas que ouvia eram de sofrimento e passavam a ideia do beber para esquecer. Não bebia álcool durante o dia, mas, quando saía à noite, para bares e discotecas, tinha sempre a necessidade de beber até ficar bêbado. Entretanto, fui para a faculdade em Aveiro, não por ser a minha primeira opção, mas porque a maioria das pessoas com quem eu saía ia para lá”.
DESESPERO
Tentando aliviar a dor interior, Ricardo inscreveu-se num ginásio, onde levantava pesos que o seu corpo não conseguia suportar, tudo para sentir uma certa dor física, mesmo sabendo das consequências que poderia vir a ter, como lesões. “Como o curso não estava a correr bem e eu morava num quarto para estudantes no 7º andar, quando estava sozinho, vinham os ataques de ansiedade, os pensamentos negativos e de me atirar do prédio e, assim, acabar com tudo. Mas, ao mesmo tempo que esses pensamentos vinham, recordava-me da minha família”.
NOVO FÔLEGO
O primeiro contato de Ricardo com a FJU foi quando foi convidado para o Mega HELP 2022. “Comecei de ir aos Encontros Jovens, às vigílias, às reuniões de domingo e, depois, às de quarta-feira. Aos poucos, fui compreendendo a necessidade de receber o Espírito Santo e, no ano seguinte, decidi batizar-me nas águas. Dois anos depois, recebi a maior bênção de todas, que foi o batismo com o Espírito Santo. Hoje, sou uma pessoa totalmente diferente! Não me sinto mais vazio, não vivo mais triste e tenho a certeza de que não quero desistir da vida que Deus me deu”.
Ricardo Oliveira
Fonte: Eu era assim
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