“Cresci na igreja!”, revela Cristina a ‘famosa frase’ proferida por quem nasceu no meio cristão…

“Estava integrada nos grupos, era ativa na igreja e até evangelizava…”, conta Cristina a sua realidade na adolescência, que a fazia acreditar que era uma pessoa convertida. “Porém, os meus comportamentos não eram os mesmos. Em casa era uma pessoa; na igreja, outra. E, como ninguém consegue carregar duas bagagens ao mesmo tempo, chegou um momento em que precisei escolher o lado que iria agradar”, confessa a jovem.

O ENGANO

“Infelizmente, escolhi o pior caminho e acabei por me afastar da fé”, diz Cristina que, a partir dessa decisão, de início, tudo parecia maravilhoso. “Eu estava a usufruir de uma falsa liberdade e felicidade… até os problemas começarem. Adoeci profundamente. Tornei-me extremamente nervosa, sofria com síndrome do pânico, transtorno de ansiedade e apresentava sintomas de bipolaridade. Para além disso, mentia muito, sentia muita mágoa e cheguei a pensar em tirar a própria vida. Tudo isso também estava ligado ao abuso sexual que sofri, algo que a minha família nem sequer tinha conhecimento”, lamenta.

A ESCOLHA

Esgotada, Cristina decidiu regressar ao lugar de onde tinha escolhido afastar-se. Quando escolhi entregar a minha vida a Deus, precisei de tomar muitas decisões, tais como: procurar ajuda e permitir que Deus me libertasse das situações que eu vivia; terminar um relacionamento que não me beneficiava e afastar-me das más amizades. Escolhi perdoar… e perdoar muito. Mudei atitudes, comportamentos e fiz essas escolhas porque reconheci, no mais profundo da minha consciência, que eu era pecadora. Compreendi que precisava de abandonar tudo aquilo que estava em desacordo com a vontade de Deus e que contaminava a minha comunhão com Ele. Fui muito radical nessa decisão”, garante.

A PRÁTICA

“Tudo aquilo que aprendia, procurava colocar em prática. Tudo o que meditava na Palavra, esforçava-me por viver. Fui batizada nas águas e, logo depois, tive o meu Encontro com Deus. Quando ouvi a mensagem de Atos 1.8, compreendi a necessidade de receber o Espírito Santo. Passei a buscá-Lo intensamente. Orava, jejuava, meditava na Palavra, louvava e procurava fugir do pecado. Afinal, quem mantém o coração voltado para as coisas do Espírito tem cada vez menos espaço para alimentar o pecado”.

O BATISMO

“Hoje, eu, Cristina Lourenço, sou verdadeiramente feliz com Deus. Já não carrego nada daquilo que carregava antes. Superei tudo. As minhas feridas transformaram-se em cicatrizes. O meu sorriso hoje é verdadeiro, e não mais um disfarce. Continuo a enfrentar lutas, como qualquer pessoa, mas agora consigo vencê-las, pela força do Espírito Santo”, garante.

Cristina Lourenço

Fonte: Folha de Portugal

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