O bullying levou Ana Rita à depressão, a ter ataques de pânico e de ansiedade, pensando até no suicídio

Apesar de ter crescido na Universal e de ter passado pelos diferentes grupos de crianças e jovens da Igreja, Ana Rita confessa que, desde pequena, se sentia rejeitada pelos seus colegas de escola e que foi assim até chegar à fase adulta. “O bullying começou como uma brincadeira na escola primária, porque, na altura, eu usava óculos. Mas, conforme o tempo foi passando, os meus colegas começaram a gozar mais comigo e isso magoava-me. Até que no 6º ano, um colega passou a bater-me, chegando ao ponto dos meus pais serem chamados à escola”.
Devido ao bullying que sofria desde criança, Ana Rita começou a sofrer de depressão e a ter pensamentos suicidas. “Mas, como estava na Igreja, sabia que se cometesse suicídio, a minha alma iria para o inferno. E foi assim que continuei a afundar-me, começando a ter ataques de pânico e de ansiedade. Apesar de fingir ser feliz, era tudo falsidade! Para além disso, era uma pessoa mentirosa, orgulhosa e odiava que me chamassem à atenção”.

FRAGILIDADE

Também na vida sentimental, Ana Rita conta um historial de rejeições. “Nunca tive um relacionamento sério e sempre que começava a gostar da pessoa, esta rejeitava-me. Só eu sabia a dor que estava dentro da minha alma e o vazio que sentia no meu interior. Até que houve uma reunião do AutoAjuda, a primeira de 2025, em que foi abordado o tema ‘fingir ser forte, mas, na realidade, ser frágil’. E Deus falou comigo através dessa reunião porque me mostrou que eu confiava demais nas pessoas e acabava sempre por ser traída, inclusive, recentemente, tinha passado por uma traição da parte de alguém que eu pensava que nunca iria trair-me”.

DECISÃO TRANSFORMADORA

“Foi assim que decidi entregar tudo nas Mãos de Deus e deixar de viver duas vidas, passando a ser somente d’Ele. Então, batizei-me nas águas, arrependi-me verdadeiramente e morri para o mundo. Abandonei os vícios, cortei todos os contactos com os rapazes com quem falava, deixei o orgulho e comecei a buscar o Espírito Santo. Pensei que tinha feito tudo, mas, ainda faltava uma coisa: crer na promessa que Deus tinha feito. Então, na primeira Vigília do Espírito Santo, quando o Bispo Macedo disse que podíamos chamar Deus de Pai foi quando tive a certeza que Deus é o meu Pai e que não estou só, tendo sido batizado com o Espírito Santo. Desde esse momento, passei a ser alegre e a ter paz”.

Ana Rita Monteiro

Fonte: Folha de Portugal

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