Para quem garante que rapidamente identificaria uma relação tóxica, é sabido que 2 em cada 3 casais já viveu a experiência de violência no namoro…
Sim, o estudo foi realizado com jovens, mas isso não invalida que também em adultos se encontrem números igualmente preocupantes. A realidade é que estes jovens, um dia, serão adultos, resta saber como se comportarão no âmbito de uma relação amorosa. Se saberão cultivar e identificar o que é saudável, como o respeito mútuo, a liberdade, o apoio, o diálogo, o acolhimento do outro, do que é tóxico, como o controlo, a perseguição, a violência física ou psicológica.
O QUE ESTÁ A FALHAR?
Estará o problema na educação dos jovens? Para Daniel Cotrim, psicólogo da APAV, o aumento dos números não significa um aumento da violência e sim das denúncias (mais de 10 mil em 5 anos), fruto das campanhas de sensibilização que têm sido feitas. Psicológica, física e sexual, é por esta ordem de agressões que as vítimas se queixam. As vítimas, na sua maioria, continuam a ser mulheres, mas os homens também existem, ainda que com a sua dificuldade em pedir ajuda. O que está a falhar? As ideias persistentes que continuam a alimentar as relações desequilibradas, como controlar como forma de amar.
O PERIGO DE NORMALIZAR
Atualmente, existe uma grande normalização do controlo. Partilha de passwords, acesso ao telemóvel, saber onde o outro está sempre, são muitas vezes vistos como sinais de afeto e preocupação. Ao contrário da física, a violência psicológica é muito mais difícil de identificar. Por isso, independentemente da idade, importa informar, educar e, acima de tudo, alertar para os perigos de o amor se tornar algo que não é.
Fonte: Eu era assim
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