Agressividade, irritação constante, nervosismo extremo, ciúmes, possessividade… era desta forma que Márcia descrevia a sua personalidade
Com 3 meses apenas foi abandonada pela mãe. “Na escola, ficava bastante triste, porque via sempre as minhas colegas com as suas mães e partilhavam momentos com as suas mães e eu nunca tinha tido essa oportunidade”, confessa Márcia.
TÓXICO
“Aos 16 anos, comecei a namorar com o rapaz que atualmente é o meu marido, e, aos 18, fomos viver juntos. Os primeiros 3 anos foram feitos de mentiras e de invenções, porque tinha muito medo de o perder. Quando começámos a viver juntos, a falta de confiança e as discussões aumentavam a cada dia. Agressiva como eu era, partia tudo para não ter de bater nele. Embora o sentimento estivesse lá, mais cedo ou mais tarde, eu sabia que iríamos separar-nos.”
TORMENTO
“Quando eu tinha 23 anos, ele começou a ouvir vozes e a ver vultos. Já tínhamos um filho e as vozes faziam-lhe acreditar que eu o traía. Muitas vezes, ele procurava-me no trabalho para ver se realmente eu estava lá. Por ter passado 2 semanas sem dormir, ele chorava sem motivo aparente e batia na própria cabeça, porque aquelas vozes o atormentavam”, relembra.
AJUDA
“Num certo dia, pensei ‘ou saio de casa ou peço ajuda’ e, assim, fui até à minha sogra, que é obreira na Igreja Universal e pedi-lhe ajuda. Lembro-me como se fosse hoje, no dia em que chegámos, tudo mudou! Fazíamos tudo o que nos era indicado. Começámos a participar na Terapia do Amor, nas reuniões de libertação e, ambos deixámos de fumar. Passei a ser uma Márcia mais calma e sem perturbações, assim como o meu marido”, garante.
LIBERTAÇÃO
A transformação foi notória. “Aprendi a cuidar do meu interior, fiquei livre da mágoa e hoje falo com a minha mãe. Mas, mesmo depois de estar livre dos maus sentimentos e dos vícios, sentia-me vazia. Entendi que ainda sentia mágoa da minha mãe e precisava de perdoá-la. Hoje, tenho o bem mais precioso da vida, o Espírito Santo. Sou verdadeiramente feliz e casada no Altar com o meu marido. Temos uma família abençoada e hoje sei que o que sou devo-o ao Pai, que é o meu Socorro em todas as situações”, revela.
Márcia
Fonte: Eu era assim
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