Depois de uma infância difícil, Rosa isolou-se do mundo e caiu no mais profundo abismo

Rosa cresceu no meio das agressões paternas, dos vícios do pai e da fome. “O meu pai batia-nos e, quando a minha mãe lhe dava dinheiro para comprar comida, ele gastava-o no álcool e no tabaco. Nós passávamos muita fome e foi, através de uma revista, que encontrámos a Universal. Então, fomos porque a minha mãe queria arranjar uma solução, pois, já tinha recorrido a bruxos e a outros lugares, mas tudo tinha piorado ainda mais”.
Foi na Igreja que Rosa viu a sua mãe libertar-se, o seu pai mudar e os seus irmãos começarem também a ver Deus nas suas vidas. “Mas, houve, uma altura, em que me afastei de Deus e passei a fazer tudo errado. Então, comecei a ouvir vozes e acabei por ficar muito doente, com uma anemia grave e extremamente magra”. Daí vieram os complexos e a depressão. “Não gostava de mim mesma e tinha desgosto de me olhar no espelho, ficando deprimida. Fui aos médicos e comecei a tomar remédios. Fechava-me no quarto, não querendo ver ninguém, nem sequer a luz do sol”.

INFERNO EM CASA

Rosa discutia muito com a mãe e os meus irmãos. “Não gostava da minha irmã, nem sequer conseguia olhar para ela. A minha mãe dizia que eu era a ‘ovelha ranhosa’ lá de casa porque gostava mais dos meus irmãos do que de mim”. Com o falecimento do pai, Rosa chegou ao fundo do poço! “Para tentar preencher o vazio interior, procurava amigos, festas, discotecas… foi aí que tentei o suicídio por duas vezes. Mal a minha mãe saiu de casa, tomei veneno para ratos e senti-me muito mal. Mas aqueles pensamentos de ‘mata-te porque ninguém gosta de ti’ e ‘tu não és ninguém, mata-te’ continuaram. Então, tentei novamente o suicídio, tomando mais de 12 comprimidos. Quando a minha mãe chegou a casa, os bombeiros disseram-lhe que não havia nada a fazer e que eu não iria sobreviver”. Mas, a sua mãe confiou em Deus e Rosa sobreviveu. Para além das tentativas de suicídio, Rosa não conseguia alcançar nada na vida. “Ia trabalhar um mês ou dois e o patrão logo me mandava embora… Andei muito tempo assim, apesar de a minha mãe me convidar para regressar à Igreja”.

A SAÍDA

Quando, finalmente, compreendeu que precisava de ajuda e de Jesus na sua vida, Rosa regressou porque não via mais qualquer saída. “Logo no primeiro dia, pude ver a Mão de Deus sobre a minha vida, pois, passei a gostar de cuidar de mim e de me ver ao espelho. Voltei a trabalhar e a minha vida começou a andar. Só que sentia que ainda me faltava algo, o Espírito Santo. Aí busquei-O verdadeiramente e, no final do ano, recebi o Espírito Santo!” Agora, Rosa tem paz, alegria e amor ao próximo. “Hoje, sou feliz e dou-me muito bem com a minha família. Não podia ter filhos e, agora, sou mãe. Casei e tenho a minha família restaurada”.

Rosa Silva

Fonte: Folha de Portugal

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