Os problemas afetavam toda a família. O diagnóstico do irmão e o divórcio dos pais faziam Cíntia viver uma vida de aparências…
Cíntia tinha cerca de 11 anos quando o seu irmão, dois anos mais velho, foi diagnosticado com esquizofrenia. “Começámos a frequentar hospitais, igrejas e lugares obscuros, com o objetivo de curar o meu irmão. Mas, os problemas aumentaram e, pessoalmente, comecei a desenvolver medo e mal conseguia dormir, tinha muitos pesadelos”, relembra.
“Eu vivia de aparência. Via os meus colegas felizes e questionava-me o motivo de a minha família não ser assim. Com o divórcio dos meus pais, mudei de cidade e foi muito difícil adaptar-me. Aos 13 anos escrevi uma carta de suicídio por não aguentar mais viver daquela forma. Por outro lado, desejava ser modelo e, nessa mesma altura conheci uma estilista e comecei a fazer alguns trabalhos”.
O DESÂNIMO
Foi aos 17 anos, quando entrou na faculdade, que Cíntia começou a perceber os sérios problemas que tinha. “Ansiedade, indícios de depressão, visão de vultos e audição de vozes… Entrei no mundo da moda, em agências renomadas e o viver de aparências foi-se intensificando. O tempo foi passando, e a moda não conseguia preencher o vazio que eu sentia. Uma nota boa na faculdade também não e nem a sensação de orgulho que os meus pais poderiam ter de mim. As amizades, popularidade, redes sociais, conhecer pessoas influentes, diversões… nada me preenchia e passei a sentir-me desanimada”, relata a jovem a sua busca incessante.
PROJETO HELP
“Quando conheci o Help, o medo desapareceu e passei a dormir extremamente bem. Deixei de ter pensamentos de suicídio e indícios de depressão. Antes, questionava o meu propósito de vida, porém, quando recebi o Espírito Santo, todas essas questões foram resolvidas. Percebi a razão da minha existência e o meu valor! Hoje, tenho bom relacionamento com a minha família e sei que eles notam essa diferença em mim. Quando as dificuldades surgem, permaneço em paz, porque sei que Deus é comigo! Quando tenho de tomar uma decisão, mantenho-me tranquila, porque sei que Deus vai-me direcionar. Hoje, consigo entender as pessoas à minha volta e ajudá-las”, garante.
Cíntia Faria
Fonte: Eu era assim
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