Há muito que a Gare do Oriente deixou de ser uma simples estação de metro, assim como há muito que esta verdadeira ‘epidemia’ passou a ser um problema meu e seu…
Se usarmos de pura franqueza, cada vez que a maioria se depara com um sem-abrigo na rua, a tendência é de tentar contornar o ‘obstáculo’… sim, porque, infelizmente, muitos nem sequer são vistos como seres humanos e sim como párias da sociedade, que se estão naquela situação é porque, de alguma maneira, se colocaram nela. Em 2018 eram 6.044 os sem-abrigo. Porém, só no ano passado foi registado um aumento de mais cerca de 25%, essencialmente devido ao agravamento das condições de vida. Os números oficiais mais recentes apontam para 10.773 pessoas sem-abrigo em Portugal, o que representa um aumento de 78% em quatro anos.
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Só em Arroios, cresceu no último ano um verdadeiro ‘condomínio de lona’, com 13 tendas T0, geminadas, assentes em paletes de madeira. São morada de quem não tem casa ou de quem a perdeu. Na Gare do Oriente, o cenário repete-se, com o extenso corredor que liga a saída do metro ao exterior a ser ocupado por mais de cem pessoas ‘aninhadas’ nos bancos. Pessoas que, em muitos casos, nem sequer os familiares sabem da sua situação. Outras que ali pernoitam, no dia seguinte vão trabalhar. É por isso que os Anjos da Noite não têm tido mãos a medir. Entre centenas de sopas, cobertores, roupas de inverno, sandes, sumos e fruta, os desabafos, o choro e a angústia são inúmeros.
Fonte: Folha de Portugal
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