O coração fecha-se, a voz emudece e a distância torna-se defesa. É quase instintivo: quando não somos acolhidos, retraímo-nos por orgulho e também para não sofrermos de novo. Mas Deus é quotidianamente rejeitado e faz o oposto. Ele continua a chamar, a oferecer a outra face, a amar… Ele sofre, mas não deixa a ofensa criar um muro de separação definitiva. Ele é desprezado, mas tem paciência para permanecer à espera.
Enquanto nós recolhemos o amor para nos proteger, Deus expande o Seu amor para nos alcançar. Enquanto nós desistimos à primeira deceção, Deus recomeça um relacionamento mil vezes, se for necessário. Deus não ama porque é correspondido; Ele ama porque é da Sua natureza amar.
A rejeição humana nunca mudará quem Ele é. O Seu amor é constante e não depende do nosso “sim” para existir. Então, o amor mais parecido com o amor divino não é o que vence quando é aceite, mas o que permanece quando é desprezado.
Núbia Siqueira
Fonte: Eu era assim
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