Comparar é inevitável…, mas, será que pode ter uma faceta positiva?
Medir o nosso valor pelo dos outros é o princípio da inveja. E se esta sempre foi uma característica que acompanhou o ser humano desde os primórdios da humanidade, nunca houve época como a atual mais propícia para suscitar este sentimento. Cada click, scroll, abertura de revista, visão de outdoor ou um simples olhar para a vida do vizinho geram insatisfação em muitos. Contudo, muitos alegam que existe um lado bom da inveja e que esta tem vindo a ser demonizada de forma injusta. Dá-nos mais ambição, vontade de lutar pela realização dos nossos sonhos, de conquistar…, mas, será que é mesmo assim?
VENENO
Não existe “boa” inveja. Na realidade, este conceito foi criado para justificar a atitude que nos move para ter o que outro tem. “Porque onde há inveja e espírito contencioso aí há perturbação e toda a obra perversa” (Tiago 3.16). Mas existe outro conceito errado relacionado à inveja, que esta é suscitada apenas pelo que o outro possui. Na realidade, isso não é verdade, pois não explica quando o sentimento é nutrido em relação à personalidade ou capacidade de ser feliz do outro. Esta é a verdadeira face da inveja de, em último caso, assumir o lugar do outro e, quando isso não é possível, até destruí-lo.
Fonte: Folha de Portugal
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