Um dos maiores desafios da vida cristã reside na guerra interior entre a carne e o espírito. Uma luta diária, profunda e decisiva, que acontece dentro de cada um, encontrando muitos dificuldades espirituais não porque Deus não os queira abençoar, mas porque existe um conflito entre os desejos da carne e a direção do Espírito.
A carne representa os sentimentos, as vontades e os prazeres imediatos, enquanto o espírito aponta para a inteligência, a obediência e a fé. Assim, enquanto a mente diz: “Eu quero o Espírito Santo”, o coração insiste em buscar satisfações que afastam a pessoa de Deus.
DISCIPLINA ESPIRITUAL
Quem alimenta mais a carne, enfraquece. Já quem alimenta o espírito, através da Palavra e da obediência, encontra força. Por isso, nesse caminho, a disciplina e o autocontrolo são fundamentais, porque essa guerra só é vencida por aqueles que são determinados.
Deus observa a sinceridade do esforço e se você levar de qualquer maneira, mostra que não está a colocar toda a sua força. Jesus é o maior exemplo de renúncia (Filipenses 2), tendo-se despojado da sua divindade, tomado a forma de servo e sido obediente até à morte. Mesmo sendo Deus, tornou-se homem, enfrentou tentações, teve fome, chorou e sofreu, mas permaneceu fiel ao Pai. Assim, mostrou que a verdadeira vitória começa na renúncia do próprio “eu”. Afinal, para vencer o mundo, primeiro é preciso vencer-se a si mesmo.
DETERMINAÇÃO
Quem realmente deseja receber o Espírito Santo coloca toda a sua força, fé e entrega nessa busca. Deus vê quem é quem. Ele avalia o sacrifício de cada um. Assim, a promessa permanece válida: quem persevera, esvazia-se de si mesmo e coloca o Reino de Deus em primeiro lugar, encontra a resposta.
Cabe-lhe, portanto, a si escolher de que lado estar: seguir os impulsos da carne ou obedecer ao Espírito. E lembre-se de que a carne puxa para a morte. O espírito puxa para a vida. Portanto, alimentar o espírito, praticar a disciplina e seguir o exemplo de Jesus não são apenas recomendações religiosas, mas sim escolhas que definem o rumo da fé e a própria eternidade.
Fonte: Folha de Portugal
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