Roberto nasceu já em situação de sem-abrigo. Juntamente com os seus pais, morou na rua até aos 2 meses de vida…

Adotado por uma família que ele assume ter cuidado muito bem de si, em criança foi vítima de bullying na escola e por alguns familiares. Aos 10 anos, devido a maus exemplos, começou a consumir álcool. A separação dos pais adotivos aconteceu quando Roberto tinha 12 anos. “Lembro-me bem que no dia em que o meu pai se foi embora, a primeira coisa que fiz foi comprar cigarros”. Pouco depois, começou a fumar maconha, passando a cheirar cola, benzina, entre outros. Com a mãe preocupada em criar os filhos e trabalhar, o tempo que passava sozinho Roberto bebia e consumia drogas. Até que, aos 14 anos, descobriu a cocaína.

CRIME E DROGAS

Com a personalidade totalmente alterada, o jovem descobriu o mundo da prostituição, das armas e do dinheiro fácil. “Chegou ao ponto de os meus amigos se afastarem de mim, de tão louco que eu ficava”. A partir dos 19 anos começou o seu envolvimento com o mundo do crime. “Não saía de dentro das favelas. Vivia para usar e usava para viver. Sentia um vazio enorme e lembro-me que várias vezes passei perto da morte, mas Deus livrou-me”, conta.

NO LIMITE

A mãe de Roberto converteu-se logo a seguir ao divórcio e iniciou a luta pelo filho, que tinha dívidas com agiotas e com os bancos. Foi dado como morto e chegou a tentar o suicídio com uma corda no pescoço, a qual partiu com o peso do seu corpo. “Vivia a planear a minha morte, até que, um dia, um colega me disse que nem para morrer eu prestava”. Quando conheceu o crack, o jovem acabou a morar na rua, onde ficou por dois anos. “Entre melhoras e recaídas, foram mais de 16 anos nos vícios. Até que, um dia, fui levado para ser executado dentro da favela, mas Deus, mais uma vez, me livrou”.

NEM O DIABO…

Roberto procurou ajuda em religiões como o espiritismo e o candomblé, mas foi convidado a sair, tendo vindo o pensamento que nem o diabo o aceitava. O que ele não sabia é que já existiam pessoas a orar por ele. Voltou para casa e, durante 1 ano, fechava-se no quarto a consumir. Já estava com depressão. Ao ler um livro que lhe tinham oferecido, compreendeu que o espírito do vício se tinha apoderado dele.

LUTA ESPIRITUAL

Depois de ter começado a ler a Bíblia, começaram as alucinações. Vultos, vozes, não conseguia nem sequer comer, chegando a pesar 55kg, até que, um dia, ligou a TV e assistiu a um programa da Igreja, onde um Pastor convidava a orar. “Ou o Senhor tira ou muda a minha vida…”, orou Roberto, que já não aguentava mais. No dia seguinte, foi convidado para ir à Igreja e, ali, nasceu a certeza de uma nova vida.

08/12/19

No dia em que Roberto tinha assistido à sua primeira reunião na Universal, já tinha feito algumas mudanças na sua vida, como organizado o seu quarto, lavado a roupa e deitado fora toda a parafernália da droga. “No dia seguinte, consegui trabalho!”. “No dia em que me batizei nas águas recebi o Espírito Santo, 48 dias depois de chegar à Igreja. No dia 10/03/20, a Igreja fechou devido à pandemia. Foi o meu batismo de fogo! Entrei para o Curso Preparatório para Obreiros, abri a minha empresa, contraí COVID e quase morri, casei, fui levantado a colaborador, tudo em menos de um ano e meio! Depois de tudo isso, vendemos tudo e viemos para Portugal! Atualmente, priorizo a minha salvação, tenho um casamento abençoado, a vida financeira abençoada e paz. E o que eu mais peço? Que Deus seja visto através da minha vida!”, conclui o novo Roberto.

Roberto Nogueira

Fonte: Folha de Portugal

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