Não é só a vida do dependente que é afetada, pois, os mais próximos sofrem na pele as consequências nocivas deste mal
Elvira era uma pessoa muito nervosa, que não se conseguia dominar, gritando e ficando magoada com o marido… “Ele tinha os vícios do tabaco e do álcool, chegando ao ponto de destruir a nossa vida e de ficarmos na mais absoluta miséria. Na altura, tínhamos uma empresa de componentes para calçado, que tinha tudo para dar certo, mas, devido ao problema do meu marido, corria tudo mal. E ele culpava-me a mim, enterrando-se cada vez mais nos vícios. Foi assim que ficámos sem casa, sem carro e sem família, porque ele saiu de casa”.
ABANDONO E DOENÇA
Triste, desorientada, sem rumo, sem saber o que era a depressão, Elvira chorava muito e sentia-se magoada e angustiada. “Um dia, o meu filho veio ter comigo e disse que tínhamos de ajudar o pai, que não podíamos abandoná-lo. Então, consegui um sítio onde o internar para o ajudar a libertar-se do álcool e ele concordou. Fez a desintoxicação e voltou calmo, tendo o meu filho me pedido para lhe darmos mais uma oportunidade”. Entretanto, Elvira teve um problema de saúde e esteve um mês paralisada, com uma infeção no nervo ciático, não conseguindo mexer-se. “Tinha de ser o meu marido a ir buscar-me os medicamentos, a dar-me de comer… Aos poucos, fui conseguindo levantar-me e fazer fisioterapia. Mas, não conseguia endireitar-me e andava com uma bengala. A médica disse-me que não poderia fazer esforços e que era um problema sem cura. O problema na minha coluna durou mais de 10 anos, tomando 7 a 8 comprimidos por dia e acabando por adormecer, sem forças”.
VIDA RENOVADA
Elvira teve conhecimento da Universal através da rádio e, um dia, decidiu ir. “Comecei a ir às reuniões, as dores que tinha despareceram e o ambiente familiar começou a ser mais calmo. Mas, um dia, deu-me uma dor muito forte novamente na coluna e, então, usei o Óleo Consagrado, fiz a unção e a oração e, a partir daí, nunca mais tive dores na coluna. Voltei à médica e contei-lhe o que tinha acontecido, mas, ela continuou a dizer-me para não fazer esforços. Mas, eu tinha uma horta e cavava, plantava, andava ali o dia todo e nunca mais tive nenhuma dor. Ouvia falar do Espírito Santo e houve um dia em que senti uma alegria inexplicável. A partir daí, notei que já tinha domínio próprio, tornei-me mais calma, passando a ver as coisas e as pessoas de outra maneira. Agora, não consigo guardar mágoa e perdoo! Hoje, o meu marido acompanha-me à Igreja, largou os vícios e somos felizes. Não nos falta nada e temos a nossa família reunida. Eu luto por mim e pela minha família!”
Elvira Ferreira/p>
Fonte: Folha de Portugal
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