Este foi um duro caminho traçado por Maria desde a infância, que só teve um final feliz quando conheceu o seu melhor Amigo
Colocada num colégio, onde foi maltratada, chegando até a ser amarrada com uma corda, Maria teve uma infância muito conturbada marcada pelos castigos e pela fome. “Comíamos apenas batatas cozidas e, por isso, roubávamos a fruta da própria quinta”.
Aos 15 anos, uma irmã que não conhecia veio buscá-la. Maria, a princípio, não quis ir, com medo. “Mas como os meus irmãos estavam em Angola, o pai da minha irmã quis adotar-me. Foi aí que conheci uma família, com as minhas irmãs e os meus pais adotivos. Finalmente, tinha um lar!”.
2ª OPORTUNIDADE
Com 21 anos, sem nunca antes ter namorado, Maria conheceu um homem com mais 20 anos do que ela. “Deixei-me levar por ele e vivemos juntos 10 anos. Ele era um indivíduo mau, que bebia muito e tinha muitas mulheres. Acabei por voltar para junto do meu pai, que me ajudou a regressar a Portugal, pois, o meu ex-companheiro não me deixava sair de Angola, ameaçando-me”.
Cerca de três anos depois, Maria conheceu o seu atual marido, que a trata bem e com quem já está há 42 anos. “Conheci a Universal, através de uma revista, quando uma das minhas filhas do meu 1º casamento se tornou muito rebelde. Nessa altura, eu tinha o vício do tabaco, mas nunca tinha conseguido deixar de fumar, até que pisei pela 1ª vez na Igreja. Deixei de fumar em apenas 8 dias, este foi o 1º milagre que Deus operou em mim e que me fez ficar na Igreja até hoje”.
CURA E PAZ
Maria sofria com ‘bicos de papagaio’ na coluna e, na altura, a médica disse-lhe que a situação só iria piorar e que tomasse os comprimidos para apaziguar a dor. “Mas eu acreditei não na palavra da médica, mas sim na Palavra de Deus e, ao fim de 6 meses, estava curada. Só que devido a tudo o que passei, era uma pessoa muito triste e com muita mágoa. Mas, tudo isso, Deus foi mudando em mim e, hoje, sou uma pessoa normal porque antes sofria com muitos complexos”.
Teve uma filha aos 42 anos e que, hoje, é uma jovem de Deus, que trabalha como psicóloga e trata os pais muito bem. No marido, Maria encontrou um bom amigo e um excelente pai. “Agora, temos casa própria, carro e não nos falta nada! O meu marido já está reformado e eu ainda trabalho, mas temos ainda alguns rendimentos. Estamos bem e podemos ajudar os nossos filhos. Tenho paz na minha casa e Deus é o meu conselheiro”.
Maria Rebelo
Fonte: Folha de Portugal
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