Quando a personalidade se está a começar a desenvolver, a opinião alheia acaba por ter um grande peso na forma como se olha para si mesma, que o diga Daniela
Desde cedo, a pressão social começa a fazer-se sentir, acabando por criar problemas a todos os níveis, afetando, sobretudo, a saúde mental. A constante comparação com a aparência alheia nesta era digital leva muitas jovens ao limite e os comentários, por vezes, extremamente negativos da parte dos seus pares só vem extremar uma situação já de si complicada. Daniela teve de passar por esse sofrimento durante a infância e a adolescência. “Quando era criança, sofri muito bullying devido ao meu peso na altura, o que desencadeou alguns traumas. Tudo isso tornou-me uma pessoa mais retraída, muito tímida e com muita vergonha de falar com os outros. Ficava sempre a pensar no que os outros poderiam estar a pensar de mim e acabei por desenvolver complexos de inferioridade. Para além disso, tinha um amigo imaginário, que me colocava em situações de perigo. Mais tarde, na adolescência, comecei a ver vultos, a ouvir vozes e a ter pensamentos suicidas. A dor interior era tão intensa que cheguei a queimar-me na tentativa de encontrar algum alívio para o sofrimento que sentia”.
NOVA VIDA
No meio do sofrimento e do desespero vividos, Daniela acabou por encontrar num grupo de jovens da Universal, aquela aceitação e paz que sempre tinha procurado. “Até que, um dia, conheci a Força Jovem (FJU). Lá ensinaram-me que eu não precisava de me preocupar com o que as outras pessoas pensavam ou falavam de mim. Ajudaram-me a superar esses complexos, a lidar melhor com a timidez e, principalmente, a encontrar a verdadeira paz, a alegria e o Espírito Santo”.
Daniela Ferreira
Fonte: Eu era assim
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“Acabei por desenvolver complexos de inferioridade”
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