Depois de conquistar a sua paz interior, Isabel concentrou a sua fé na libertação do filho problemático

Isabel cresceu numa família desestruturada, com a mãe doente e o pai alcoólico, ciumento e agressivo verbalmente. Durante a sua infância e juventude, nunca conheceu o carinho materno, apenas as agressões. “Foi, então, que decidi casar, pensando que iria melhorar, mas acabei por sofrer agressões físicas. Para além disso, tive que trabalhar para sustentar a casa com três crianças porque o meu marido não queria trabalhar”. Entretanto, a sua mãe conheceu o trabalho da Universal, tendo Isabel visto a mãe ser curada das doenças e o pai deixar o álcool. “Depois de tanto sofrer e após vários convites da minha mãe, finalmente, decidi ir à Igreja e arranjei forças para me libertar dessa pessoa que me fez sofrer horrores. Só que, depois de receber essa bênção, saí da Igreja e estive 10 anos afastada. Foi, então, que o meu filho, aos 16 anos, começou a chegar a casa embriagado e, aos 18 anos, começou a desaparecer às sextas-feiras e a aparecer com as roupas sujas de álcool e de sangue. Estava sempre ansiosa sem saber o que lhe podia ter acontecido! Uma vez estive 72 horas sem saber dele, ligava-lhe e ele nem atendia. Foi aí que pedi perdão a Deus pelo meu afastamento, orei pelo regresso do meu filho e prometi-Lhe que nunca mais deixaria a Sua Presença. Aí, senti paz e deitei-me tranquila e, passado pouco tempo, ouvi o meu filho entrar em casa. Na manhã seguinte, regressei à Igreja”. Entretanto, Isabel descobriu que o filho estava inserido num grupo onde havia consumo e tráfico de droga, armas e assaltos. Com a polícia a bater-lhe à porta com intimações para o filho, Isabel decidiu começar a sua luta na fé por ele. “Mas, percebi que, primeiro, teria de estar bem com Deus, esvaziei-me das minhas vontades e comecei a buscar o Espírito Santo, que era a Força de que precisava para esta luta, recebendo-O.”

EM RISCO

Por causa da participação num assalto, o filho de Isabel teve um processo na justiça e ficou com pena suspensa. Mas, durante esse período, depois de ter entrado numa briga, teve mais um processo, arriscando-se a ir parar à prisão. “Foi aí que ele decidiu entregar-se a Deus e, quando foi o julgamento desse segundo processo que o levaria à prisão, as testemunhas que iam depor contra ele disseram que não tinham visto, nem sabiam de nada, tendo ele sido inocentado”. Durante a sua luta de dois anos pelo seu filho, Isabel chegou a ser chamada ao hospital porque ele tinha entrado numa briga, onde tentaram matá-lo. “Quando, finalmente, entreguei a vida do meu filho no Altar, desci com a certeza de que Deus iria agir. Até que numa sexta-feira em que estava a sair para a Igreja, o meu filho disse que ia comigo. Foi um percurso longo e difícil, com recaídas, até que, um dia, ele foi assistir à reunião e não se afastou mais de Deus. Fez o percurso dele na fé e, hoje, está livre. Agora, ambos estamos completamente em paz!”

Isabel Lança/p>

Fonte: Folha de Portugal

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