Se existe trauma que aos olhos da sociedade parece insuperável é o do abuso. Leonilda foi uma vítima, mas hoje descreve-se como uma mulher feliz, plena e cheia de paz
Com 6 anos apenas, Leonilda foi vítima do maior crime que uma criança pode sofrer, o abuso. O que ela fez é o que a maioria das crianças faz, por medo e represálias contra a sua família sofreu calada e assim se manteve por 7 longos anos. “Essa pessoa era como um pilar financeiro na época. Por medo sofri calada, porque achava que iria prejudicar os meus pais e irmãs”, relembra.
A FACHADA
Muitas inseguranças como jovem e como mulher e desconfiança das pessoas em geral… “tinha medo de me aproximar. À frente das pessoas sorria e parecia tudo normal. Mas, lá no fundo, eu só tinha vontade de fugir, de morrer. Chorava escondida e tinha pavor de homens. Mas, um dia, lembro-me que corri daquela pessoa e disse que se voltasse a acontecer iria chamar a polícia e contar tudo aos meus pais. Desde então, nunca mais me tocou”, conta Leonilda.
A CULPA
Depois de contar a uma professora, de início ela guardou segredo, mas, assim que se apercebeu que algo estava a acontecer com a sua irmã, tudo mudou. “A minha irmã contou-lhe que a mesma pessoa tinha tentado tocar-lhe”. Nessa altura, a proteção de menores foi acionada e contaram aos meus pais. Para piorar a situação, o meu pai estava internado e a minha mãe teve de suportar tudo sozinha. Senti-me um lixo por pensar que não tinha conseguido proteger a minha irmã. A culpa veio e achava que era minha…”
A IGREJA
Foi com 11 anos de idade que Leonilda conheceu a Igreja e passou a frequentar. “Mas, o facto de conhecer a igreja não foi suficiente, pois eu não conhecia O Único que me podia ajudar. E, por conta disso, continuei a sofrer. Ainda muito nova entrei em vários relacionamentos que só me afetaram mais. Tentei preencher o vazio e a dor. Porém, cada relacionamento era um fracasso. Houve uma época em que tive muitos conflitos com a minha mãe e, como alternativa para sair de casa, decidi casar”, diz.
A DEPRESSÃO
Porém, não tardou muito até à separação. “O que eu achava ser a solução para os meus problemas, acabou por se tornar um sofrimento ainda maior. Tinha vontade de morrer e início de depressão. Decidi, então, dar uma oportunidade a Deus e libertar-me do meu passado. Foi, então, que descobri que todo aquele peso, trauma e mágoa estavam a sufocar-me. Entreguei nas mãos de Deus tudo o que me tinha acontecido. Foi como se uma tonelada saísse de cima de mim. Senti-me leve e entendi que havia um mal por trás de todo aquele sofrimento. Aprendi a perdoar todos os que me fizeram mal e a perdoar-me também, e deixei Jesus curar-me!”, afirma.
A ENTREGA
“Hoje, tenho uma relação feliz com a minha mãe. Amo-a muito e reconheço que ela apenas queria o meu bem. Recebi o Espírito Santo e isso mudou completamente a minha vida. Ele trouxe-me a alegria de viver e passei a sorrir verdadeiramente. Depois de algum tempo, conheci o meu atual marido. Um homem carinhoso, de caráter, que me ama e cuida de mim”, garante Leonilda.
A SUPERAÇÃO
“Hoje, sou uma mulher feliz, plena e cheia de paz. Já não olho para trás com dor, com pena de mim. Quando conto a minha história ela já não me faz chorar, nem traz dor. Pois, o dia em que eu deixei Jesus entrar e limpar as feridas, tudo se fez novo em mim. Conto a minha história com a certeza de que ela irá ajudar outra pessoa a superar a mesma dor que um dia eu tive!”, conclui a jovem de sorriso estampado no rosto.
Fonte: Folha de Portugal
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