Sentir-se aceite é um princípio básico para o ser humano viver bem, feliz e ter uma boa saúde mental. Porém, a sensação de não pertença é solitária, real e cada vez mais comum do que imagina…

Quem, em algum momento da sua vida, já não se sentiu como um completo estranho? Você chega a um lugar e, de imediato, sente um desconforto. Será do ambiente? Ou será por todos já se conhecerem e você se sentir excluído?
Muitas vezes, a sensação em si é inexplicável, mas é sempre desconfortável. Você gostaria de ser visto, compreendido no seu todo, numa palavra: ACEITE, mas a realidade é que, aparentemente, nada do que possa dizer consegue fazer com que a sensação se dissipe.

SOLIDÃO AUTOIMPOSTA?

Mas, será este um mecanismo de defesa em que a pessoa, ao afastar-se voluntariamente dos outros, consegue evitar o risco de ser rejeitada, magoada ou humilhada? Porém, como e por que motivo isto acontece? Por possuir feridas passadas, muitas vezes criadas na infância, a pessoa cria um mecanismo de proteção, uma espécie de armadura emocional. Por medo de criar vínculos ela autossabota-se, afastando de forma não intencional, todos ao redor. Ficar sozinho torna-se, então, um “conforto” viciante, que acaba por impossibilitar o convívio social.

PRESENÇA CONSTANTE

Cria-se, desta forma, uma situação contraditória pois, ao mesmo tempo em que a pessoa se sente só, ela também anseia por sentir-se aceite. A solidão pode, sim, ser dolorosa, todavia, ela só dá lugar ao vazio, quando Deus está ausente da nossa vida. Conhecê-Lo e mantermos uma partilha real com Ele é a verdadeira conexão que tem a capacidade de cortar pela raiz o sentimento de não pertencimento. Deus vê, ouve, compreende e, acima de tudo, permanece. Ele não se afasta. Ele nunca esquece. E nesta presença fiel, gradualmente, a solidão torna-se um lugar de encontro com Ele, um lugar de paz.

“eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo” Mateus 28.20

Fonte: Eu era assim

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