Ou não dormia, ou era atormentada por pesadelos e presenças estranhas, foi este início da dor que governou a vida de Joana durante uma década
Hoje, com 22 anos, Joana conta que sofria de insónia desde os 10. “Desde pequena que sofria de insónia, via vultos, sonhava que estava a ser perseguida, tinha medo do escuro e até de dormir sozinha. Como não entendia porque estava a passar por tudo aquilo, era muito fechada e não falava com ninguém”. Com apenas 11 anos, Joana teve acesso ao mundo online, depois do pai ter comprado um computador para terem em casa. “Comecei a sofrer com complexo de inferioridade e a assistir pornografia, como resultado da curiosidade. Não conseguia parar e isso foi algo que durou muitos anos. Houve muito remorso da minha parte, mas voltava sempre ao vício!”
Mesmo tendo nascido e frequentando a Universal com a família, Joana aparentava estar bem espiritualmente, mas, o vazio e o medo cresciam dentro de si. “Cheguei ao ponto de ter medo de que a minha mãe fosse para Igreja e não voltasse, medo de que ela morresse… Por causa de todo esse mal, a minha mente estava carregada de pensamentos negativos”.
LIBERTAÇÃO. Entretanto, Joana começou a participar nas reuniões de sexta-feira para procurar a libertação de todos aqueles males. “Jesus libertou-me da insónia, do medo e de tudo o que me atormentava, mas mesmo assim escolhi não me libertar da pornografia. Até fazia parte do FTU e aparentemente estava bem, mas ninguém sabia do vazio que carregava. Quando passei para o FJU já estava sobrecarregada, sentia um peso na alma e via uma tristeza profunda em mim. Foi aí que pedi ajuda a Deus, deixei de lado o meu ego e decide-me batizar nas águas para recomeçar. Abandonei a pornografia e passei a sentir um alívio na alma.
Durante a época do Covid, as reuniões não eram presenciais e foi quando pensei que se morresse, iria para o inferno. Então, finalmente, compreendi que a salvação não se tratava de obras, mas sim de ter o Salvador dentro de nós. Num domingo, durante a transmissão da reunião, fiz uma aliança com Deus, tendo sido sincera com Ele, entregando-lhe todos os complexos de inferioridade, medos e fraquezas. Naquele momento, veio uma paz e um amor que nunca tinha sentido antes, uma segurança de que Deus era comigo e que, agora, era Sua filha. Desde então, Ele tem-me sustentado, pois, tenho passado por lutas e situações que a antiga Joana, provavelmente. não aguentaria, mas o Espírito Santo dá-me forças”.
Joana Madeira
Fonte: Eu era assim
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