Há quem diga de caras “não me apetece!”, mas, à parte destes rasgos de sinceridade visceral, quem nunca deu uma desculpa para algo que não tinha mesmo vontade ou queria fazer?

O nome científico é “procrastinar”, que, na verdade, se resume à tendência de adiar os compromissos inadiáveis. Contudo, como em todas as situações, quando as desculpas são tão habituais que se tornam frequentes, segundo os psicólogos, podemos estar diante de uma doença. A estes chamam de “procrastinadores crónicos”, pessoas que usam desculpas para justificar a falta de produtividade e a inércia.

COMO SE COMPORTAM. Fáceis ou simples, a realidade é que o problema nunca é da tarefa em si. Embora, de facto, existam tarefas mais árduas ou aborrecidas, mesmo diante das demasiado simples, os comportamentos dos procrastinadores são de imediato denunciados. Para os psicólogos, trata-se de uma questão de ausência de regulação emocional, pois muitos que afirmam trabalhar melhor sob pressão, na verdade, recordam-se é do alívio que sentem ao concluir a tarefa.

PARA OS ESPECIALISTAS:

– Adiar tarefas consideradas entediantes podem aliviar temporariamente a ansiedade e proteger a confiança do ponto de vista do procrastinador

– Reservar alguns minutos para planear ou iniciar uma tarefa pode ajudar a contribuir para o aumento da motivação e a combater pensamentos ansiosos

Reconhece-se nestas desculpas?

AS CLÁSSICAS
– “Ainda tenho muito tempo…”
– “Vou começar daqui a pouco”
– “Hoje não tenho cabeça para isso”
– “Não estou inspirada(o)”

AS DISFARÇADAS
– “Primeiro vou organizar as minhas coisas”
– “Vou só dar uma vista de olhos às minhas redes”
– “Tenho de pesquisar melhor antes de começar”
– “Vou só responder a esta mensagem”

AS SOFISTICADAS
– “Trabalho melhor sob pressão”
– “Primeiro vou planear tudo e depois começo”
– “Quero fazer isto bem, por isso não vale a pena começar à pressa”
– “Ainda não tenho todas as informações necessárias”

Fonte: Folha de Portugal

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