Após longos anos de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, Tomás recebeu o diagnóstico final – PSICOPATIA, um transtorno de personalidade associado a crimes violentos
Falta de empatia, ausência de remorsos e comportamentos manipulativos… estes são alguns dos sinais de que uma pessoa não só não está bem, como, possivelmente, possui um transtorno de personalidade por trás. Tomás, desde a infância enfrentou graves problemas emocionais, passando por longos anos de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, medicação intensa e períodos de grande instabilidade. “Sofri com ansiedade, depressão, insónia e comportamentos autodestrutivos, que me levaram a várias crises e internamentos psiquiátricos na adolescência e início da vida adulta”, conta o jovem.
CAOS INTERIOR
Foi ao longo desse percurso que Tomás recebeu vários diagnósticos e viveu momentos de intenso sofrimento psicológico. “Sentia-me profundamente triste e sem vontade de viver, tornei-me mais conflituoso em casa e, passado pouco tempo, comecei com os hábitos de automutilação. Também tive pensamentos suicidas constantes, muitas vezes, conforme onde estivesse no momento, vinham pensamentos de me atirar de um sítio alto, causar um despiste quando ia no carro com alguém a conduzir, espetar uma faca em mim mesmo, entre outros…”, relembra Tomás.
APOIO FAMILIAR
“Diante das situações difíceis que fui enfrentando, algo que eu sempre tive foi o apoio da minha família, que sempre fez tudo o que podia para me ajudar. Por vezes, saíam do trabalho para irem ter comigo quando tinha alguma crise de ansiedade ou estava com maus pensamentos mais persistentes. Levavam-me a passear ou a algum sítio que me apetecesse ir para me distrair e acalmar. Fui acompanhado por psiquiatras, psicólogos e hipnoterapeuta, para além de familiares meus terem também ido a bruxos procurar ajuda”.
A VIRAGEM
Foi em 2024, após o seu segundo internamento e num dos períodos mais difíceis da sua vida, que Tomás soube o que era a Fé. “A partir da primeira vez que participei numa reunião na Universal, deixei de ter pensamentos destrutivos, senti um alívio indescritível e conquistei a paz interior que nunca tinha conhecido. A minha transformação foi imediata e profunda: abandonei a medicação, deixei os vícios, as mágoas e batizei-me nas águas. Entreguei-me rapidamente e, então, veio o batismo com o Espírito Santo, que me capacita a manter a minha vida dentro dos caminhos de Deus e a conservar a fé. Hoje vivo em equilíbrio, com alegria, propósito e plena consciência da mudança que Deus realizou em mim. A fé devolveu-me a liberdade emocional e espiritual — uma libertação que antes parecia impossível!”, garante.
Tomás Francisco
Fonte: Folha de Portugal
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