Para Carla, os amigos eram mais do que isso, eram a sua família de eleição…

“Sempre saí muito à noite e, para os meus amigos, eu era uma pessoa forte, alegre e positiva. Mas, isso não era o meu verdadeiro eu. Muito orgulhosa, agressiva e conflituosa, todos os dias tinha pelo menos uma discussão com alguém”, relembra a jovem que, todas as noites, antes de dormir, chorava. A sua grande mágoa era dirigida à família, principalmente ao pai, por ter nascido fruto de uma traição. “Por causa disso, desde pequena sofri com a rejeição familiar. Por na altura não ter ninguém para tomar conta de mim, cresci num colégio interno”.

INFERIOR

Condicionada pelo seu passado, Carla sentia-se sempre inferior nos seus relacionamentos e não se valorizava como mulher. “Preferia estar em relacionamentos sem compromisso, muitos foram tóxicos e alguns tinham vícios (como droga, álcool e cocaína). Cheguei ao FJU com um vazio e dor na alma e pensamentos suicidas. Imaginava a minha morte várias vezes no dia”.

PASSADO APAGADO

“Através do Espírito Santo, libertei-me das mágoas e cedi o perdão a todos que me magoaram e pedi perdão a quem magoei”, afirma Carla, que também foi curada da depressão. “O sofrimento que me acompanhava desde o nascimento deixou de existir e hoje vivo a felicidade verdadeira. O meu passado já não me influencia, é como se tivesse sido apagado e eu e a minha família somos muito unidos!”.

Carla Borges

Fonte: Folha de Portugal

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