É comum dizer-se que “um problema nunca vem só” … para Sérgio, não só esta afirmação era verdadeira, como, infelizmente, descrevia o seu modo de estar na vida
Não era por vontade própria, mas sim, porque não tinha capacidade de lhes resistir… e, assim, o tabaco, as drogas e o álcool tornaram-se a maior fonte de dependência do jovem. “Quando dei por mim, estava diante de um buraco enorme, onde acabei por cair…”, lamenta o rumo que a sua vida tomou. “Dentro de mim havia um vazio que não tinha como preencher e, por isso, refugiei-me no tabaco, no álcool, nas drogas e no jogo. Na altura, eram os meus colegas de escola que me davam as coisas e eu não tinha de comprar nada”, revela Sérgio.
CÍRCULO VICIOSO
Muito fechado, tímido, nervoso…, mas, ao mesmo tempo, malcriado, rebelde e viciado, era desta forma que Sérgio se descrevia. “Fechava-me no meu mundo e não conseguia falar, nem me relacionar com ninguém. Isolava-me no meu quarto e não queria saber de nada, nem de ninguém. Só ficava à espera da hora para poder jogar, passando a noite toda a beber, a fumar e a jogar”, relembra os seus hábitos.
MUDANÇA RADICAL
“Os anos foram passando e as coisas foram piorando, até que cheguei a um ponto em que decidi mudar de direção, pois, sabia que existia uma força maior. Já conhecia a Palavra de Deus e a Verdade, mas, quando pensei que não existia mais esperança, nem saída, regressei à Universal. Voltei decidido a mudar, deixar tudo para trás e começar uma nova vida”, garante. A partir desse momento, Sérgio começou, gradualmente, a deixar os vícios, iniciando o processo de libertação. “Entretanto, Deus abençoou-me com uma mulher, casámos e tivemos dois filhos”, conta.
NOVO PRECIPÍCIO
Passado algum tempo, Sérgio conseguiu abrir a sua empresa, tendo tudo começado a dar certo de início. “Mas, chegou um momento em que me comecei a afundar e, sem me aperceber, caí num buraco enorme. Depois, vieram as dívidas e tive de abrir falência da empresa, mandar os funcionários para o fundo de desemprego… foi uma vergonha enorme. Inclusive, a polícia chegou a vir bater-me à porta de casa para apreender o meu carro, pois, eu não tinha condições de o pagar”, relata um período de muita vergonha e humilhação. “Tentei várias vezes e diversas formas, mas dava sempre tudo errado! Tudo porque não coloquei Deus em primeiro lugar, a minha vida virou uma maldição!”, admite o jovem.
O MELHOR “SÓCIO”
Foi quando reorganizou as suas prioridades, passando a colocar Deus em primeiro, que tudo mudou! “Ele passou a ser o meu sócio e tudo começou, finalmente, a dar certo. Neste momento, já estou a reerguer a empresa e a minha vida está transformada, em todos os sentidos. Já não tenho vícios, sou mais calmo, maduro e mais consciente. Hoje, trabalho, sou casado pela Igreja e a minha mulher foi vendo o meu exemplo de bom caráter e de obediência dentro de casa. Foram sete anos, com a minha mulher a vir comigo à Igreja e, hoje, graças a Deus, estamos juntos na mesma fé e com o mesmo objetivo. Estamos muito felizes e temos uma vida financeira abençoada, colocando Deus sempre na frente!”, garante.
ESPÍRITO SANTO
Contudo, existe um detalhe fundamental que Sérgio não pode deixar de referir. “É de extrema importância ser batizado com o Espírito Santo, ouvir, obedecer e praticar o que Ele nos ensina. E foi nessa fé que fui amadurecendo e Deus foi falando comigo. Fui colocando em prática o que escutava e, hoje, tenho dentro de mim aquela paz que só o Espírito Santo pode trazer”, conclui.
Sérgio Santos
Fonte: Folha de Portugal
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