Foram estas as palavras que os médicos usaram para alertar a família de que Fernanda estava demasiado debilitada para superar a doença
Com 31 anos, Fernanda descobriu que tinha Lúpus durante a gravidez. “Nessa altura, cuidava dos meus pais que se encontravam ambos doentes, a minha mãe tinha tido um AVC e o meu pai poliomielite. Para além disso, tinha quatro filhos, na altura, menores”. Três anos se passaram e Fernanda sempre num estado de saúde deplorável, com episódios de internamento e vários diagnósticos, como pericardites, AVC e pneumonia. “Houve vezes em que olhava para a minha médica e o olhar dela era de desânimo, como se já não pudesse fazer mais nada por mim. Sentia-me desanimada, não queria fazer fisioterapia e só queria morrer, pois, estava muito cansada”.
VIDA EM RISCO
O pai ao ver a situação da filha, começou a frequentar a Universal com frequência e convidava-a para ir com ele. “Com muita relutância, comecei a frequentar a Igreja, mas não estava firme na fé, até que tive uma pneumonia e a médica disse-me que era melhor ficar internada para fazer o tratamento. Quando tive alta, vim com um quadro de diarreia, que a médica dizia ser efeito do antibiótico. Fui para casa e, 10 dias depois, tive de voltar novamente ao hospital porque comecei a perder sangue. Ao chegar lá, foi-me detetada uma bactéria hospitalar, tendo sido colocada no isolamento, onde as visitas só podiam ser de familiares, mas, eu proibi os meus filhos de irem lá com medo que também pudessem ficar infetados”. Entretanto, os médicos falaram com a filha mais velha de Fernanda alertando-a para que se preparassem, porque a mãe se encontrava bastante debilitada e não iria resistir. “A minha filha ligou-me e disse-me: ‘Mãe, não desistas, luta, pois, Deus é contigo!’ Na altura, tanto o meu pai como a minha filha falaram com o pastor e iniciaram uma corrente de oração por mim. Dois dias depois, na diarreia já não havia mais sangue e esta começou a cessar. No 4º dia, comecei uma dieta de líquidos e no 8º dia passei a comer comida sólida. Finalmente, no 10º dia tive alta, tendo-me sido passada medicação que teria de tomar para o resto da vida e que tinha de levantar na farmácia do hospital”.
MOMENTO ÚNICO
Depois de regressar a casa e através da insistência da sua filha mais nova, Fernanda regressou à Igreja. “Nessa altura, houve o evento no estádio do Restelo, onde determinei a minha cura e que nunca mais iria ter de tomar os medicamentos, entregando a minha vida a Deus e pedi-Lhe, especialmente, pela Salvação da minha alma. Depois de regressar a casa com a minha família, comi de tudo um pouco sem medo de que me pudesse fazer mal e nada me aconteceu. Hoje, apesar de ainda passar por alguns problemas de saúde, tudo mudou, pois, tenho paz. O medo, a tristeza, o vazio e o desânimo passaram, pois, a presença do Espírito Santo dá-me forças todos os dias para ultrapassar tudo”.
Fernanda Matias/p>
Fonte: Folha de Portugal
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