Leiria voltou a ser palco de um forte gesto de união e esperança no passado sábado, 28 de fevereiro de 2026. A partir das 10h, o Jardim da Almoínha Grande acolheu o evento “Clamor da Solidariedade”, uma iniciativa do Unisocial destinada a apoiar as populações afetadas pelas recentes depressões que assolaram Portugal, com especial impacto na região Centro.

O evento decorreu no Jardim Almoínha Grande, reunindo cerca de 70 colaboradores que, ao longo da manhã, distribuíram 250 sacolas de alimentos e 500 garrafas de água às vítimas das intempéries. Entre as tempestades mais destrutivas esteve a depressão Kristin, responsável por elevados prejuízos em vários concelhos, sendo Leiria uma das zonas mais duramente atingidas.

Esta ação marcou a quarta intervenção humanitária do Unisocial no concelho de Leiria, reforçando um compromisso contínuo com a população local. Desta vez, o Unisocial da região Centro uniu esforços com o Unisocial de Lisboa, numa demonstração clara de cooperação solidária para estender a mão a quem mais precisa.

O encontro contou ainda com a presença do bispo Domingos, que dirigiu uma mensagem de transformação, esperança e alento às dezenas de pessoas presentes. Num momento particularmente emotivo, foi promovida uma grande corrente de oração por todo o distrito, sublinhando a dimensão espiritual do apoio prestado.

Segundo o Unisocial, a ajuda vai muito além da resposta material imediata. “As pessoas precisam de alimentos, sim, mas precisam também de fé, de esperança e de força para recomeçar”, referiram os organizadores, destacando que a dimensão humana e espiritual é essencial em contextos de crise profunda.

O cenário no distrito continua marcado pela destruição: casas danificadas, famílias sem eletricidade e sem água, e muitas pessoas ainda à espera de apoio para reconstruir as suas habitações e as suas vidas. Neste esforço de recuperação, o Unisocial já entregou mais de cinco mil telhas em Leiria, contribuindo de forma concreta para a reconstrução das casas afetadas.

Num momento de grande tristeza e incerteza, o “Clamor da Solidariedade” afirmou-se como um sinal de esperança coletiva, mostrando que, mesmo perante a devastação, a solidariedade continua a ser uma força capaz de unir comunidades e reacender a fé no futuro.

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