Por se sentir rejeitada desde a infância, Marlene reagia da pior forma possível…
Talvez muitos expliquem como uma forma de autodefesa, mas, a realidade é que o sentimento de rejeição acaba por provocar emoções contraditórias, sendo uma delas a agressividade. Marlene admite esta sua faceta, que era uma pessoa violenta. E, por se fazer acompanhar de pessoas com o mesmo perfil, tornou-se viciada na vida noturna, chegou a fazer assaltos, fumava e bebia muito.
VIDA ATRIBULADA
Tendo a solidão por companheira, Marlene sentia-se sem valor. “Cheguei a dormir na rua, porque fugi de casa com 16 anos”, relembra a jovem que admite mostrar ser uma pessoa que não era. Casou e até parecia que se davam bem, até começarem as agressões. “Vivi assim 6 anos, mas não aguentei mais e acabei por me divorciar”. Sozinha com 3 filhos, teve de viver com problemas de saúde e financeiros. Porém, Marlene continuava na noite, enquanto a angústia e a frustração aumentavam, e foi assim que aconteceu o segundo casamento, que trouxe mais traumas e traições.
MUDANÇA INTERIOR
Foi a convite da mãe que Marlene decidiu ir à Universal. “Foi a partir daí que comecei a perder o interesse pela noite e a ver uma mudança em mim”. A entrega a Deus foi a decisão que mudou tudo, pois os problemas de saúde foram curados e o batismo com o Espírito Santo aconteceu. Livres dos vícios, o casal encontrou o perdão mútuo e hoje são unidos e felizes.
Marlene Torres
Fonte: Folha de Portugal
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