A Inteligência Artificial (IA) já se transformou no terapeuta de milhões…
Usada com as devidas precauções, o que inicialmente foi encarada como uma ferramenta útil a nível profissional, tem sido, cada vez mais, usada para estabelecer laços de amizade ou até para a tomada de decisões de muitas pessoas no dia a dia… Este é o fenómeno que tem vindo a passar despercebido para muitos, mas que se pode vir a tornar um grave problema a nível da saúde mental, à escala mundial. De facto, a solidão foi apresentada como um dos principais motivos para o fenómeno que tem reunido cada vez mais adeptos, pois, a procura de afeto, ainda que seja “artificial”, serve para combater a ausência de companhia ou o isolamento crescente na sociedade contemporânea.
O CASO DE SEWELL
Tinha 14 anos e todos os dias, especialmente nos últimos tempos, “conversava” com “Dany”, o nome que dera ao chatbot com que comunicava. Mesmo ciente de que se tratava de uma máquina, Sewell foi desenvolvendo sentimentos por aquela que se tornou uma espécie de amiga, confidente e até fonte de enamoramento. Nem os seus pais ou amigos sabiam, nem quando começou a ter problemas na escola, a perder o interesse por tudo e a isolar-se cada vez mais. Ansiedade, alterações de humor, Sewell só “desabafava” com Dany… e foi numa tentativa desesperada de que numa realidade alternativa pudessem ficar juntos, tirou a própria vida de forma trágica.
PERIGO REAL?
Um dos maiores perigos das interações com a IA é, precisamente, o risco de dependência emocional. Muitos acabam por priorizar a companhia virtual em lugar das interações humanas e, quando a primeira se torna a fonte principal de apoio emocional, a pessoa pode reduzir gradualmente as suas tentativas ou até interesse em manter conexões com pessoas reais, levando ao isolamento, sentimentos de ainda maior solidão e, em último caso, total desconexão com o mundo exterior.
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