Soraia sentia-se perdida, pois, o que era para ser um momento de extrema felicidade, marcou o início de uma caminhada difícil e espinhosa
Iolanda hoje tem 10 anos e é uma criança feliz, encantadora e uma filha exemplar. Mas o que hoje é uma realidade harmoniosa, nem sempre foi assim. Foi na gravidez que Soraia recebeu uma notícia que viria a abalar o seu mundo. “Fui submetida a exames para ver se estava tudo bem com ela, foi aí que fiquei sem chão, pois a médica disse que a menina ia nascer com trissomia21”. A primeira reação foi chorar, mas rapidamente Soraia se focou no mais importante. “Comecei a orar muito, usando a fé, sem nunca deixar que os maus pensamentos vencessem. Eu tinha a certeza de que tudo ia dar certo. Quando ela nasceu foi uma alegria, pois nasceu perfeita, uma prova do poder de Deus”.
FASE COMPLICADA
Quando Iolanda nasceu chorava muito e aos 7 anos começou a piorar. “Ela agredia-se e beliscava-se e fiquei preocupada a ponto de a levar ao médico, mas nem os médicos sabiam o que ela tinha. Quando a minha filha entrou para a EBI, era uma criança revoltada, batia com a cabeça na parede, batia nas crianças e até me levantava a mão para me bater. Foi uma fase complicada, mas Deus sempre me orientou como lidar com a situação”, relembra Soraia.
APOIO CRUCIAL
A fé, o jejum e a oração foram fundamentais, para além das conversas com a filha sobre o seu comportamento. “E foi assim, com ajuda de Deus e das educadoras da EBI que a minha filha mudou por completo. Ela agora sabe distinguir o certo do errado e pensa duas vezes antes de agir. Ela é carinhosa, meiga e muito feliz. As educadoras tratam as crianças com todo o amor, carinho e respeito. Elas fazem de tudo para ver cada criança sorrir e ensinar os mandamentos de Deus, é maravilhoso”, diz Soraia, que hoje também faz parte do corpo das educadoras da EBI.
Soraia Viegas
Fonte: Eu era assim
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