Smartphone: use com moderação

O uso do aparelho cresceu durante a pandemia, o que acende um alerta pelos danos que ele causa quando utilizado em excesso

Em tempos do novo coronavírus, o smartphone passou a ser a principal companhia de muita gente isolada em casa. Há um lado positivo: com ele e o acesso à internet, é possível contatar parentes e amigos distantes, trabalhar e produzir mesmo longe do escritório, manter a rotina de exercícios físicos ou assistir às reuniões da Universal.

Mas é preciso tomar cuidado e usá-lo moderadamente. Uma pesquisa conjunta entre as universidades de Cambridge, no Reino Unido, e de Chicago e Minnesota, nos Estados Unidos, revela que o uso excessivo de celulares se torna um vício com danos físicos e psicológicos iguais aos causados pela dependência em drogas, álcool e cigarros.

Segundo os estudiosos, o uso abusivo do celular altera o cérebro e aumenta muito a incidência de transtorno de estresse pós-traumático, déficit de atenção e hiperatividade e dificuldades com a autoestima, além de depressão e ansiedade – provando que a relação entre o incrível aumento dessas duas últimas e o uso crescente de smartphones não é mera coincidência.

A pesquisa também mostrou mudanças de comportamento nada positivas em jovens, como notas mais baixas nos estudos e aumento no número de parceiros para sexo casual. Muitos deixam de viver a realidade e se prendem ao mundo virtual e se tornam reféns do mundo digital. Os dados também mostram que as mulheres estão mais vulneráveis a esses danos psicológicos.

Novo vício

A consultoria inglesa Kantar revelou que só o uso do WhatsApp em todo o mundo aumentou mais de 40% e que mesmo quem não costumava usar muito o celular passou a usá-lo mais. A Netflix ganhou mais de 15 milhões de assinantes, sendo que a plataforma esperava metade disso.

O celular já é o dispositivo mais usado para acesso à internet e o vício no telefone portátil já tem até um nome: nomofobia. Nela, o aparelho passa a ser visto como uma extensão do corpo e da mente e o viciado não nota o quanto utiliza o aparelho e deixa de fazer outras atividades do cotidiano, o que atrapalha o trabalho, o descanso e as relações presenciais.

Danos físicos

Além do risco psicológico, a Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou alguns dos grandes problemas físicos causados pela dependência em celulares, a curto, médio e longo prazos:

A luz emitida pela tela do celular estimula o usuário ao estado de vigília, impedindo uma boa noite de sono e comprometendo o dia seguinte.

O pescoço sempre inclinado para baixo para o uso do celular altera aos poucos a coluna, causando a “corcunda” e danos nos nervos. Essa postura também faz com que o rosto perca elasticidade e aumenta a probabilidade de rugas e “papadas” (aumento de gordura e pele solta sob o queixo).

O uso excessivo causa ou piora problemas de visão, como a miopia, além de causar secura e inflamações nos olhos.

O aparelho acumula muitos micróbios e pode ser mais sujo do que um assento sanitário, por exemplo, sendo um grande disseminador de doenças e infecções.

De posse dessas informações, vale a pena usar mais racionalmente o smartphone e privilegiar a vida de verdade, em vez de ser cada vez mais escravo de uma telinha, com mente e corpo deformados por um vício patético e desnecessário.

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Fonte: Universal.org