Qual é o seu “deus”?

Muitas mulheres (e homens também) escondem segredos tão bem guardados no seu ser mais profundo, que apenas o seu maior medo consegue decifrar quais são e o que dizem sobre elas…

Reunidas por uma causa comum a todas as mulheres, todas as participantes do Autoajuda sabem bem a importância que reside no encontro que as leva ao Templo Maior a cada três meses.

Sábado, dia 1 de fevereiro, foi o primeiro encontro do ano de 2020, denominado de “A Década da Força!”. Cientes da importância que estes encontros representam, nomeadamente na aprendizagem da Palavra de Deus e edificação espiritual que os mesmos produzem a quem dá a devida atenção, são centenas as mulheres que sempre fazem questão de comparecer.

Ainda sobre este assunto, Núbia Siqueira, oradora principal do Autoajuda em Portugal, alertou sobre a importância de se dar total atenção à voz de Deus, sem permitir que qualquer distração interfira. Concentradas no momento vivido, a palestrante começou por abordar a frase que levaria toda a plateia a uma reflexão profunda: “o que ou quem você teme é o seu deus!”.

Obviamente que “deus” aqui surge com letra pequena, pois não se refere ao Verdadeiro e sim, como referiu a oradora, aos “deuses fake”, ‘que têm olhos, mas não veem, têm ouvidos, mas não escutam, têm boca, mas não falam, têm pés, mas não caminham…’. Porém, ao contrário do que tantas pessoas que creem em Deus pensam, não são apenas os que não partilham a fé em Cristo que têm estes ‘deuses’, na verdade, não são poucas as pessoas que os possuem sem mesmo se aperceberem, pois, estão camuflados, enraizados na sua alma.

Diretamente relacionado a isto, está o medo que tantas pessoas revelam de perder algo, na verdade, muitos vivem apavorados, angustiados com a possibilidade de virem a perder algo ou alguém. Isto revela que aquilo que tememos perder é maior do que nós, de certa forma exerce controlo sobre o nosso ser, seja um emprego, uma pessoa, um bem, a sua reputação, a beleza, a própria linha… tudo isso se pode afigurar como o seu ‘deus’, a fonte da sua idolatria.

Para que todas compreendessem a importância do que estava a ser transmitido, a oradora explicou que para se perceber a fonte da nossa idolatria, é necessário que examinemos os nossos maiores medos, pois, por detrás destes é que se escondem as maiores fontes de idolatria.

Para combater esta realidade, é necessário desenvolver uma maior comunhão com Deus, revelar temor constante para com Ele e investir nesta relação constantemente… é isto que afastará os medos e evitará que se criem os ‘deuses’ que tantas vezes carregamos sem o saber.
Foi um encontro que proporcionou não só um autoconhecimento profundo de todas as participantes, mas também uma edificação espiritual que lhes permitirá identificar as armadilhas que a vida muitas vezes coloca do seu percurso aqui na terra, mas que tantas vezes têm dificuldade em identificar.