“Nem para te matares serves…”

Gabriela, de 24 anos, com um pai alcoólatra e violento, a ponto de tentar matar os próprios filhos, cresceu num ambiente, no mínimo, conturbado

“Cresci a odiar tudo e todos, inclusive, a mim mesma. Aos 11 anos parei de acreditar em Deus, por não achar justo o que vivia e comecei a revelar traços de depressão. De início, achava normal, até que, aos 15 anos, comecei a ter hábitos nocivos. Na época, tinha um namorado que tinha uma arma, e eu queria encontrá-la para atirar na minha cabeça. Todas as noites, antes de dormir, pensava em acabar com a vida. Pendurando-me numa corda, enrolava no meu pescoço um lençol e apertava cada vez mais, para me ir habituando.”

CONTRADIÇÃO

“Batia a minha cabeça com toda a força na parede e ia dormir, porque acreditava que com a força da pancada iria morrer a dormir. Quando isso não era suficiente, prostituía-me, dormia com homens só para não voltar para casa. Era viciada em cigarros, masturbação, pornografia. O mais bizarro, era que quem olhasse para mim, via uma jovem feliz, brincalhona e reservada. Sequer imaginavam o que se passava dentro de mim.”

SONHO MACABRO

“Odiava o meu nome, a minha aparência, mas tinha sempre que postar uma foto porque, se não recebesse um elogio, vinham logos os pensamentos: ‘Não serves para nada, nem sequer para te matares’; ‘Adianta de quê chorar? Acaba logo com tudo’; ‘Queres saber se eles te amam? Vai, enforca-te, só aí te vão valorizar’. O meu sonho era suicidar-me no meu aniversário. Então, cada aniversário era uma luta, escrevia cartas, mas, quando não conseguia, sentia-me um lixo.”

NOVA GABRIELA

“Passei anos nessa balança, entre tirar a vida ou não. Até que fui convidada para ir à Universal. De início relutei muito, mas já não suportava mais. Não foi fácil, pois não era assídua e não acreditava. Mas, 3 meses depois, a depressão e a síndrome do pânico já não existiam. Com o tempo, desapareceu a ansiedade e as inseguranças. Hoje, sou uma jovem transformada! Recebi o Bem Maior, que é o Espírito Santo. Sou feliz, amo a vida e agradeço todos os dias pela oportunidade que tive!”

Gabriela