Ideal de beleza é a nova ditadura?

Realizado em Portugal, um estudo que inquiriu uma amostra da camada mais jovem revelou que a satisfação com o corpo é o que mais contribui para a sua felicidade

Mais do que ter um emprego ou ser independente, ter o ‘corpo perfeito’ é o que mais preocupa a faixa etária mais jovem na sociedade atual. Completamente fixados no aspeto físico, é este que tem vindo a determinar o seu grau de felicidade ou infelicidade.

Esta é uma das principais conclusões do estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos, que mostra “quem são, o que pensam e o que sentem” os jovens em Portugal, tendo sido determinado que “estão pouco satisfeitos com o seu aspeto físico”.

EXCLUÍDOS PELA APARÊNCIA

“É preocupante e revela a pressão que os jovens sentem, não exatamente para ter um corpo com saúde, mas para ter um corpo semelhante aos que encontram nas redes sociais e que não são reais”, disse Laura Sagnier, coordenadora do estudo, ao Jornal de Notícias. ‘Sob pressão’, ‘vulneráveis’ ou ‘à margem’, foram as designações atribuídas à grande maioria dos jovens, os quais cedem à pressão de uma sociedade cada vez mais exclusiva.

E A ALMA?

O que vemos ao espelho é uma primeira abordagem ao nosso ‘eu’, por isso é que muitos associam a insatisfação pessoal com o aspeto físico, porém, é muito mais profundo do que isso. Embora não seja de todo errado cuidar da aparência, existe um desfasamento muito grande entre o investimento que se faz com o exterior e o interior. Mesmo ‘lindos’ por fora, muitos continuam a sentir-se vazios e infelizes, à procura de um sentido para a vida que apenas no seu interior poderá ser encontrado.

Fonte: Eu era assim

Artigos relacionados