Cada vez mais mães bebem para “descontrair”

Num inquérito realizado pelo site Parents, uma em cada três mães disse que pode estar a beber mais do que devia

Um escape e uma forma de descontrair para muitas, a realidade é que as mães jovens estão a beber mais vinho do que nunca, em notícia veiculada pelo site lifestyle.sapo. O inquérito original foi levado a cabo pelo site Parents, que concluiu que mais de 1.600 mães bebiam regularmente, avaliando o impacto destes hábitos na maternidade. Mais de 80% admitiu que a principal razão para beber é “relaxar e descontrair”. No entanto, 57% das mães afirmaram beber com o marido ou companheiro, enquanto apenas 8% confessou beber sozinha.

A pesquisa  revela ainda que cerca de 80% das inquiridas tomam, pelo menos, uma bebida alcoólica por semana, enquanto uma em cada três consome quatro ou mais bebidas por semana, sendo que a principal escolha recai sobre o vinho.

Como resultado da pesquisa, uma em cada três mulheres acredita que pode estar a beber muito, e 12% receia já ter um problema de dependência. A juntar a isto, 52% das mães revelaram beber regularmente junto das crianças e 47% confessaram já terem estado embriagadas ou “tocadas” à frente dos filhos. Ainda assim, 77% das mães acredita que o seu consumo habitual de álcool não afeta a maneira como exerce a maternidade.

Filhos sentem vergonha

Em 2015, quase 60% de todo o vinho vendido nos Estados Unidos foi consumido por mulheres. Um relatório da sociedade de oncologia clínica norte-americana sugere que uma bebida por dia – vinho ou outra – pode elevar o risco de cancro da mama em 4%.

Pesquisas publicadas o ano passado pelo Instituto de Estudos do Álcool, organização sem fins lucrativos do Reino Unido, sugere que as crianças estão mais conscientes dos hábitos dos seus pais no que toca ao álcool do que estes gostariam de pensar.

Num estudo sobre consumidores de álcool ligeiros a moderados e os seus filhos, as crianças que tinham visto os pais embriagados, “tocados” ou de ressaca – mesmo que só uma ou duas vezes – eram mais propensas a afirmar que tinham ficado preocupadas ou envergonhadas pelos pais quando estes bebiam. Por outras palavras, não só as crianças percebem quando os adultos estão alcoolizados, como não gostam que tal aconteça.

Mãe descarregava frustrações sobre os filhos

A viver em Bruxelas, Nicky da Silva é mãe de duas crianças. Embora hoje esteja feliz e a sua relação com os filhos seja a melhor que alguma vez poderia sonhar, a realidade é que nem sempre foi assim. “Eu era agressiva, cheia de complexos, baixa auto-estima, depressiva e sentia muito ódio. Eu não conseguia sorrir, nem perdoar, pensava que todas as pessoas eram iguais e que ninguém me entendia, acumulando muitas mágoas no meu interior.”

Como se não bastasse, tanto a vida financeira, como a sentimental de Nicky eram um fracasso, descarregando nos seus dois filhos todas as suas frustrações. “Com as agressões quase destruí a vida deles. Como não sabia comunicar ou exprimir os meus sentimentos, eu acabava por lhes bater ao ponto de sentir o sabor de sangue na minha boca. Um dia, bati tanto no meu filho, que só parei porque ele gritou ‘mamã, pára por favor! Se tu não parares, vais-me matar.’ Só assim parei e comecei a chorar. Eu não vivia, apenas sobrevivia… e a minha vida financeira estava tão caótica, que cheguei ao ponto de ser expulsa do meu apartamento com as crianças.”

Foi assim que Nicky chegou à Universal, onde, entretanto, começou a fazer as correntes de oração e a participar nos propósitos. Hoje, a sua vida está completamente transformada, pois tornou-se uma nova mulher, com uma ótima relação com os seus filhos e uma vida realizada em todos os aspetos.